sábado, 21 de fevereiro de 2009
- você volta, eu volto...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
- nada de importante;
she: Eu sou como todas as outras. Só mais uma, lembra?
he: Às vezes eu olho para você e penso que alguma coisa de horrível aconteceu. Você parece mais madura que todo mundo.
she: Ótimo jeito de me chamar de velha. Vou me lembrar.
(eu disse que ia me lembrar. não são exatamente as mesmas palavras, mas foi mais ou menos isso.)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
- amigo, estou aqui.
(texto sincero, texto com palavrões. tá implícito.)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
- growing up;
Então eu não quero ser apenas mais uma menina cheia de vícios. Eu quero ser alguém na vida das pessoas, quero que alguém faça questão da minha presença. Quero me ralar de estudar, passar numa faculdade foda e trabalhar para conseguir um nada de salário. E conquistar tudo, crescer pelo meu esforço. Eu não quero fumar, não quero me drogar, não quero ser de qualquer um que passe na rua. Eu quero ser importante, quero ter alguém, não muitos. Quero me divertir e viajar, quero ser livre, mas quero ter para quem voltar. Eu não posso mais ser uma porra louca fútil que vai viver na casa dos pais até os trinta. Eu quero me orgulhar de mim. Quero ler mais livros, ver mais filmes, ter mais amigos, aprender mais coisas. Eu quero ter histórias para contar. Não quero ter crises de insônia ou gastrite ou porra nenhuma. Não quero ser um problema emocional personificado. Eu quero ser feliz. Eu quero amar, quero sentir amor sem dor. Quero deixar que alguém me ame. Quero conseguir falar tudo que me incomoda, quero que tudo isso passe. Eu quero chegar aos noventa anos, olhar para trás e sorrir. É só isso que eu quero.
Como faz?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
- estilhaços;
Não é justo. Há algum tempo, eu escrevia mil textos sobre você, fazia um esforço absurdo para não procurar saber da sua vida, e chorava por qualquer coisa que me fizesse lembrar dos velhos tempos. Eu daria o mundo por uma palavra sua. E, durante todo esse tempo, você me ignorou como só você sabe fazer. Você fazia questão de me mostrar como eu só aparecia na sua mente de vez em quando. Eu perdi muita coisa, enquanto me escondia atrás de mim mesma, muita coisa que eu poderia ter aproveitado, coisas que poderiam me fazer mais feliz. E eu não vi nada disso. Eu só via você. Eu não via quanta gente eu tinha do meu lado. Só via como você estava longe, e como isso fazia parecer que eu era a pessoa mais sozinha do mundo.
Eu fiz um esforço enorme e abri meus olhos de novo. Me lembro dos primeiros sorrisos de verdade, dos primeiros abraços que eu me permiti sentir; cada um deles era um presente valioso. Do alívio ao perceber que a pior parte tinha passado, eu sobrevivera a ela. E que, pedaço por pedaço, eu ia ser capaz de me reconstruir.
Foi isso que eu fiz. Reencontrei cada estilhaço, e por alguns eu tive que ir muito longe. Nessa parte você ajudou, se mantendo distante. E agora, que eu estou quase inteira, que eu coloquei o meu ponto final na nossa história, você volta desse jeito. Não é justo. Não é justo que eu chore por você de novo depois de todo esse tempo. Vai embora, para qualquer lugar, para o lugar de onde você veio, eu não quero sentir esperança de novo. Eu não sou um brinquedo de montar e desmontar, não vou me reconstruir tão facilmente dessa vez. Vai embora, por favor. Eu não quero viver pela metade, eu quero tudo, quero viver por inteiro. Eu quero ser feliz. Foda-se de quem eu gosto ou não gosto. Ao inferno com o amor que eu sinto por você. Eu quero ser feliz.
Por favor, me deixa. Você tem outras. Eu não tenho ninguém. Eu estou sozinha. Me deixa.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
- and stop crying your heart out;
É muito bom quando chega um daqueles dias em que tudo parece melhor e mais feliz. Eu enxergo progressos por todos os lados. Mas então, de uma hora para a outra, eu percebo que estive na beira de um precipício o tempo todo, e que basta um sopro para me fazer cair. Você não ajuda muito com as suas ventanias.
"Ele está te usando", eu penso, só que eu nunca consigo acreditar que você seria capaz. Então você podia chegar em mim e dizer "eu estou te usando, sou um idiota e planejei isso o tempo todo", e eu aceitaria sem nenhuma surpresa e seguiria a minha vida de novo. Mas, infelizmente, eu não leio mentes. Eu só posso adivinhar, e você nunca me dá informação suficiente.
Te dou três dias para sumir de vez de novo, por mais tempo dessa vez. Não, pode ficar mais quatro dias, depois você vai embora. Ou, se você preferir, a gente pode negociar, se você prometer que dessa vez vai ficar para sempre.
Ah, desculpe, eu me esqueci. Para sempre é muito tempo.
(uns pedaços perdidos.)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
- tesouro;
(é velho, mas combina com o lugar que eu fui *-* é bom estar de volta.)
